OQI com Leo Xavier

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Escrito por: Secco

A .M (pontoMobi) é a principal agência de mobile marketing do Brasil. Os cases não param de surgir - são mais de 100 nos poucos meses de existência da empresa. E pelo frenesi que está tomando conta do mercado (chegou a hora do mobile nas agências), isso é só o começo.

Quem acompanha o Bitpapo sabe do recente susto que eu tive com uma conta da Vivo para acesso WAP. Atualmente as operadoras cobram de 40 a 50 reais por Mb trafegado, isso para usuários sem planos específicos.

Tendo esse cenário em vista, imaginei um mercado de internet gratuita para celulares. Um fato, que ampliaria o uso e poderia derrubar de vez o temor/desgosto que 9 em 10 pessoas sofrem com seus celulares na hora de tentar uma simples conexão. O foda é que os meus piores pesadelos foram confirmados no One Question Interview que fiz com o Leo Xavier, umas das cabeças que estão tocando a .M.

A propósito, se você tem interesse em mobile marketing, dê uma passadinha no blog Mobilizado.

Sec2o: Não tenho dúvidas que o modelo de internet gratuita foi a porta de entrada de milhões de pessoas à rede há alguns anos atrás. Existe algum caminho similiar que possa ser construído em relação ao acesso mobile ou as normas/mercado não permitem esse tipo de negócio aqui no Brasil?

Léo Xavier: No mundo mobile, ao contrário da internet, existe a figura do dono da rede: as operadoras. São elas que definem os modelos de comerciais e, dado os investimentos de bilhões de dólares em infra-estrutura, têm um posicionamento de cobrar por tudo: voz, sms, downloads e acesso. Sendo assim, em mobile a máxima “não existe almoco de graça” é regra de ouro.

Tendo em vista que 81% da base dos celulares são pré-pagos e que essa massa de consumidores gasta menos que R$ 8,00 por mês com telefonia, temos um cenário complexo para popularização da web móvel.

Para a turma do pós-pago, a saída é clara: cada vez mais as operadoras oferecerão pacotes de acesso à internet por valores mais razoáveis. No médio prazo (acredito 2 anos no máximo), migraremos quase que totalmente para o modelo de flat-fee rate com altíssima taxa de adoção.

Outro fator impulsionador é a constante inovação por parte dos fabricantes dos devices. Já tivemos a onda do menor aparelho, tivemos a onda dos ultrafinos e agora estamos na fase dos touch-screen com tela grande. Ora, tela grande mais 3G culminam na explosão de web móvel e TV móvel.

Voltado aos 110 milhões de pré-pagos, acredito no caminho de subsídio bancado pelo mercado publicitário. Já há diversas iniciativas similares pipocando mundo afora. Uma marca patrocina o acesso à web móvel e estabelece uma conversa em tempo real com o consumidor. Parece fazer enorme sentido. No mercado nacional, diversas marcas já investem em ações de mobile marketing bancando as interações via SMS, voz e download de conteúdos. Oferecer o acesso gratuito é uma evolução natural. Basta afinar o modelo com as operadoras.

Logo, amarrando tudo, vejo 3 movimentos fundamentais para massificacão da web-móvel:
1. Planos flat-fee mais baratos para pós-pagos
2. Combinação de aparelhos “mobile-web-friendly”
3. Subsídio publicitário para acesso dos pré-pagos

Por fim, uma previsão (com um quê de aposta): chegaremos aos 40 milhões de internautas móveis até o final de 2009. É esperar e torcer.


Um pouco mais sobre o papo



Metendo mais lenha na fogueira.


One Question Interview